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Amanhã, Se eu morrer. Não chore minha morte. Chore minha sorte. Por eu haver morrido. Porque: Feliz fui Um dia, Em Paz, Não volto mais... |
(Pequeno Poema para Rosa) Antes, Era Eu. Hoje, Digo Nós. Antes, Era só. Hoje, Falo Sós. Você, Eu, Nós, A Sós. |
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O brilho da prata Que de teus olhos inflama Redime meu superego Enfeitiça, atrai-me e chama. E queima e clama Pelo fogo do amor E meu silêncio reclama De tão forte dor. A dor e o grito Silenciam-me a voz Aperto-te em meus braços Agressivo e feroz E então aproximo Meus lábios dos teus Por uma atração energética e infinita Explicada por Deus E uma vez os dois Coladinhos assim Cerram-se os olhos E o brilho prateado por fim.
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Sabe... Se contemplares a tarde um dia E notares que ela está triste É a anunciação de que alguém Num canto, sozinho, existe.
Se por alguns instantes o céu nublar E o dia lindo, melancólico ficar É a anunciação de que alguém Num canto, sozinho, triste estar.
Se uma brisa fria Tocar teu corpo inteiro Como a uma carícia ofegante É a anunciação de que alguém Num canto, sozinho, sente a tua falta E desfruta da solidão constante... |
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Ó, meu Deus...
Um outro dia eu me compadeci
Ao ver uma cena enternecedora.
Não. Não penses que assisti a uma
chacina,
Mostrada por algum filme da Fox ou
da Columbia Picture.
Antes fosse, meu Deus. Antes
fosse...
O que presenciei, meu Deus,
Foi indescritível e humilhante
Algo ultrajante para mim e para
nós...
Nunca pensei que coisa assim
aconteceria hoje,
No final do século vinte
A era do modernismo,
Do avanço tecnológico
E da conquista espacial.
Tal cena chocante, jamais
esquecerei.
O que vi, meu Deus!
Foi a fome,
Foi o lixo,
Foi o homem...
Um pobre e esfaimado mendigo
Teu filho, tua imagem, meu irmão...
Um homem em que mediante momento
Revirava em fúria, devido à fome.
A procurar entre o lixo, o escasso
alimento.
E defendia com a vida, o pútrido
achado. Para que de outros não fosse roubado
Um homem ou um bicho?
Não pude me conter,
Chorei incessantemente
Na tentativa daquilo compreender
Ó, meu Deus...
Uma terra de grande fartura que era,
Cujo próprio Moisés dissera:
“Manar leite e mel”.
Hoje é uma “Selva de Pedra”
Cheia de amarguras e sofrimento
Uma terra dominada pelo egoísmo
Pela eucrasia e a ambição.
Onde ninguém dá mais valor aos teus
legados bíblicos
De que valeu tua morte, então?
E, de que adiantaram tuas palavras,
Quando disseste:
“Ama teu próximo como a um irmão”.
Aquela cena...
Aquele homem esquelético em meio ao
lixo
Fizeram-me lembrar você,
De seus ensinamentos.
Eu chorei, chorei...
Não porque tive dó,
Chorei porque tive ódio, dor,
Chorei porque senti raiva
Chorei porque não pude fazer nada
Chorei pela ignorância de meus
irmãos
Os ricos, fidalgos, burgueses,
cristãos.
Por não comparecerem, nem ajudarem.
Com tanta fartura, cercados de
luxurias,
Fechados em seus apartamentos...
São tão egoístas que não se importam
Com o que deva estar acontecendo lá
fora.
Não se importam com os outros;
nossos irmãos.
Preocupam-se exclusivamente com suas
vidas.
Em desfrutar de todo prazer.
Ó, Pai...
“Perdoai-vos, eles não sabem o que
fazem”.
Deixai-os viver em seus castelos
alusivos
Isolados em seus próprios mundos
Um mundo de orgia e de tamanho
escarcéu.
Mal sabem os coitados:
“Que é mais fácil passar o camelo
Pelo buraco de uma agulha,
Do que um rico entrar no reino dos
céus”.
Sejais justo, humilde e caridoso, lembrai que tudo que possuirdes não vos pertenceis, apenas manténs sua guarda pela vontade de Deus, mas vós sereis chamado à presença dele para explicar como os administraste. Lembre-se disso! |
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Mãe! E santa Que em suplício Canta. Mãe! É anjo Que embala filho Acalenta marmanjo Mãe! É boa. Dá sempre amor Mesmo que seja à-toa. Mãe! Pequena é a palavra, Mas grande é o significado Preenche todo espaço Deste enunciado MAE! |
O homem que bebe, quando toma seu
álcool, ele não esvazia a garrafa.
Troca de lugar com ela.
O homem que bebe, quando retorna
para sua casa, ele não chega.
Sai dela.
Todo homem que bebe, quando vai
dormir, ele não adormece.
Desmaia.
Todo homem que bebe e se acomoda,
ele não deitou.
Caiu.
Todo homem que bebe, quando
desperta, ele não se acorda.
Saiu do coma.
Todo homem bebido, quando se
ergue, não se levanta.
Arrasta-se.
Todo homem que bebe, quando volta
a si depois do porre.
Ele finalmente retorna a vida.
Todo homem que bebe, se
reconhecer o mal que a bebida provoca.
Ele é homem para jamais beber de
novo.
Porque o homem bebido já não é
mais um homem.
É um animal.
E já não tem mais um lar.
Tem um inferno.
O homem bebido é o diabo em
figura de gente
E transforma seu lar num inferno.
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