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O Estado do Pará faz parte da maior extensão territorial do Brasil,
a Região Norte, junto com outros seis Estados:
Acre,
Amapá,
Amazonas,
Rondônia,
Roraima e
Tocantins.
O nome (PARÁ) advém da língua tupi-guarani com o indicativo de
“terra de rios”, aliás, essa terra é cheia de braços de rios. Belém,
sua capital, conhecida carinhosamente como cidade das mangueiras,
fundada em 12 de janeiro de 1616, pelo capitão
Francisco Caldeira Castelo Branco, enviado pela coroa portuguesa
para defender o território, atribuiu o nome de Santa Maria de
Belém do Grão-Pará que, pela simplificação, ficou: Belém.
Cheia de bairros, a cidade de BELÉM
se traduz pelo seu encanto e seu arquipélago, de 42 ilhas. Traz seus
bairros com nomes típicos e bem destacados:
O DISTRITO DE ICOARACI, do tupi-guarani: “de frente
para o sol” foi a antiga Vila Sorriso, ou Pinheiros.
A ILHA DE MOSQUEIRO deriva
da ação dos pescadores de deixarem o pescado para “moquear” ao sol, em
suas praias. Claro, “moquear” era a ação de pôr os peixes e outros
pescados para secar ao sol.
O bairro do GUAMÁ deve seu nome por
se encontra à beira da baía do Guajará, também chamado de rio Guamá.
O
bairro da PEDREIRA era o local onde
se fazia a
extração de pedras para a construção.
CONDOR foi o bairro onde as aeronaves americanas, no período da 2ª
guerra mundial, subiam à terra, depois da amerissagem na baia do Guajará,
no Porto da Palha,* Os aviões traziam,
em suas
asas, o desenho da maior ave alpina a “condor”.
* Porto da Palha recebeu
este nome porque as embarcações traziam das ilhas palhas de najas
para serem usadas nas coberturas das casas e no próprio trapiche
daquele porto.
CREMAÇÃO
foi
o bairro que anexou seu nome ao local onde a prefeitura construiu o
primeiro e único crematório de lixo. Parte da estrutura ainda é
visível por lá.
O bairro do TAPANÃ, que na língua
indígena, significa “bananal”, era o local da plantação de bananas
dos índios da região.
BATISTA CAMPOS,
outro importante bairro, tem o nome do valente cabano, morto em
1834.
TERRA FIRME
por tratar-se de uma área livre das enchentes de março e das ações
das chuvas.
O TELÉGRAFO, bairro onde
se construiu o primeiro prédio dos correios e telégrafos que, aliás,
ainda se encontra lá.
MAREX,
este merece prestígio, pois foi o local onde as forças armadas se
alojaram, durante a 2ª guerra mundial, edificando suas bases de
apoio aos americanos e aliados que combateram contra os nazistas. As
forças armadas ainda se mantêm por lá: M(Marinha); AE (Aeronáutica)
e EX (Exército).
Não podemos deixar de comentar o bairro da
PRATINHA, local onde os padres alojavam os filhos dos
hansenianos da Colônia do Prata, de Marituba.
Decerto que tantos outros merecem ser explanados, como: a ilha de
CARATATEUA (Terra da Batata), em São
João do Outeiro e ITAITEUA (pedras
ou metais grandes), na mesma Ilha.
PARACURI
(dos índios Paracauaris) e CRUZEIRO, em
Icoaraci.(a cruz de cristo) ambos em Icoaraci.
São 68 bairros de Belém e cada um tem sua história peculiar que
precisa, decerto modo, ser explicado, mas fica para a próxima.
A XVII Feira Panamazônica do Livro deste ano (2013) homenageia o Pará e o
poeta Rui Paranatinga Barata.
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